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Entenda a Lei Magnitsky, que pode ser usada por Trump para tentar impor sanções a Moraes

Na semana passada, os Estados Unidos suspenderam o visto do ministro e de outros sete integrantes do STF

24/07/2025 às 17h36
Por: Redação Fonte: R7
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Alvo do presidente norte-americano, Moraes pode ter contas bancárias bloqueadas | Fellipe Sampaio/STF/Arquivo
Alvo do presidente norte-americano, Moraes pode ter contas bancárias bloqueadas | Fellipe Sampaio/STF/Arquivo

Após oito ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) terem seus vistos norte-americanos suspensos na última sexta-feira (18), incluindo Alexandre de Moraes, a tensão continua entre os Estados Unidos e o Poder Judiciário brasileiro.

A decisão dos EUA ocorreu horas depois da operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está de tornozeleira eletrônica, proibido de acessar redes sociais e com circulação restrita.

O próximo passo dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes, alvo do presidente Donald Trump, pode ser lançar mão da Lei Magnitsky. Em maio, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, cogitou a possibilidade de utilizar o dispositivo contra o ministro brasileiro.

A legislação permite que os Estados Unidos imponham sanções econômicas — como bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país — a acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

‘Pessoas bloqueadas’

Os alvos da Lei Magnitsky são incluídos na lista de Cidadãos Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN list) da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC, na sigla em inglês).

A lei foi aprovada em 2012, durante o governo de Barack Obama. Quatro anos depois, uma emenda passou a permitir que qualquer pessoa envolvida em corrupção ou abusos contra os direitos humanos pudesse ser incluída na lista de sanções.

Para que sanções sejam aplicadas a indivíduos estrangeiros, o presidente dos Estados Unidos deve apresentar provas confiáveis de infrações, incluindo execuções extrajudiciais, tortura e outras violações graves dos direitos humanos.

A legislação foi criada após a morte de Sergei Magnitsky, advogado russo que denunciou um esquema de corrupção envolvendo autoridades de seu país e morreu em uma prisão de Moscou, em 2009. Inicialmente, a lei tinha como foco punir os responsáveis por sua morte.

 

 

 

 

 

 

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