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Gladson Camelí tem bloqueio de bens e retenção de passaporte mantidos por mais 6 meses

C(PP) também seguirá sem poder falar com testemunhas e outros investigados conforme decisão do STJ. Ele e outros acusados respondem por fraudes em licitação, desvio de recursos públicos e formação de organização criminosa. Camelí será julgado no dia 19 de novembro.

09/11/2025 às 09h21
Por: Redação Fonte: G1/Ac
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Gladson Camelí, governador do Acre — Foto: Pedro Devani/Secom
Gladson Camelí, governador do Acre — Foto: Pedro Devani/Secom

As medidas cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao governador do Acre Gladson Camelí (PP) foram prorrogadas por mais 180 dias em decisão proferida na última quarta-feira (5).

Entre as medidas estão a proibição de falar com testemunhas e outros investigados no caso, o recolhimento do passaporte e proibição de deixar o Brasil, além do bloqueio de bens e valores.

O desdobramento ocorreu poucos dias após a Corte Especial marcar a data do julgamento dele em ação penal que investiga fraudes em licitação, desvio de recursos públicos e formação de organização criminosa.

Quando teve o julgamento marcado, Camelí disse que confia na Justiça, mas ponderou que deseja que não haja "interferência política" na análise do caso.

A ministra Nancy Andrighi pediu a prorrogação das cautelares porque elas perderiam a validade neste fim de semana. Esta foi a terceira prorrogação das medidas cautelares desde o recebimento da denúncia contra Camelí, em maio de 2024.

A investigação, que teve início em 2019, foi conduzida pela Polícia Federal na Operação Ptolomeu. As denúncias envolvem a contratação da empresa Murano, com sede em Brasília, para prestar serviços ao governo do estado. A empresa teria subcontratado outra, localizada no Acre, que tem como sócio o irmão de Gladson Cameli, Gledson Cameli.

Segundo a acusação, essa contratação resultou em um esquema de favorecimento financeiro ao governador e a outros envolvidos, causando prejuízos aos cofres públicos. Mesmo se tornando réu, ele foi mantido no cargo.

Em dezembro do ano passado, ele prestou depoimento. Seus advogados de defesa disseram, à época, que iriam apontar falhas no processo. Eles pontuaram ainda sobre HDs apreendidos que, supostamente, não foram periciados, e um relatório de inteligência financeira com informações “inconsistentes”.

 

 

 

 

 

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