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Banco de Perfis Genéticos auxilia na identificação de autores de crimes no Acre e confirma dois novos casos por meio de DNA

O resultado, conhecido tecnicamente como “match”, ocorre quando há coincidência entre vestígios biológicos coletados em locais de crime e perfis genéticos armazenados nas bases de dados.

27/01/2026 às 10h55
Por: Redação
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Materiais genéticos coletados no Acre foram analisados pelo Núcleo de Genética Forense e inseridos no banco nacional em Brasília. Foto: arquivo/ PCAC
Materiais genéticos coletados no Acre foram analisados pelo Núcleo de Genética Forense e inseridos no banco nacional em Brasília. Foto: arquivo/ PCAC

O Banco de Perfis Genéticos auxiliou na identificação de mais dois crimes no Acre após o cruzamento de dados genéticos de indivíduos condenados, inseridos no Banco Nacional da Polícia Federal. A partir do confronto de DNA, foram confirmados um crime contra o patrimônio e um crime de violência sexual, mesmo com os suspeitos já se encontrando presos por outros delitos.

O resultado, conhecido tecnicamente como “match”, ocorre quando há coincidência entre vestígios biológicos coletados em locais de crime e perfis genéticos armazenados nas bases de dados. Essa ferramenta tem se mostrado fundamental para a elucidação de crimes sem autoria definida, inclusive casos antigos que estavam arquivados, ampliando a efetividade das investigações criminais.

No Acre, a coleta de material genético de pessoas condenadas é realizada tanto nas unidades prisionais quanto no Instituto de Análises Forenses (IAF), por peritos do Núcleo de Genética Forense. Enquanto o Banco de Perfis Genéticos Estadual ainda não está plenamente implantado, os perfis são encaminhados para inserção anual no banco federal, por meio de cooperação técnica entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a Polícia Federal.

Os dois ‘matches’ foram identificados recentemente após os perfis genéticos coletados no estado serem enviados a Brasília e inseridos no Banco Nacional. No primeiro caso, o DNA de um condenado coincidiu com vestígios biológicos encontrados em um local de crime contra o patrimônio. No segundo, a análise genética confirmou a autoria de um crime de violência sexual. Em ambos, os envolvidos já haviam sido condenados por outros crimes.

De acordo com o diretor da Polícia Técnico-Científica do Acre, Mário Sandro Martins, a genética forense tem papel estratégico no fortalecimento da persecução penal. “Nesses dois casos, houve a identificação pelo confronto de DNA utilizando o Banco de Perfis Genéticos. Os materiais coletados no Acre foram enviados para Brasília e inseridos no banco nacional da Polícia Federal, permitindo atribuir mais dois crimes aos suspeitos, um contra o patrimônio e outro de violência sexual, mesmo eles já estando presos”, afirmou.

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