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Caramujo africano: conheça riscos e saiba como combater

Espécie invasora ameaça a saúde pública e o meio ambiente; especialistas orientam formas seguras de controle

22/03/2026 às 08h39
Por: Redação
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Caramujo africano em área urbana: espécie invasora se prolifera em ambientes úmidos e representa risco à saúde e ao meio ambiente | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF
Caramujo africano em área urbana: espécie invasora se prolifera em ambientes úmidos e representa risco à saúde e ao meio ambiente | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Presente em praticamente todo o Brasil, o caramujo africano (Achatina fulica) se tornou uma das principais pragas urbanas e rurais do país. Introduzido de forma irregular na década de 1980, o molusco se espalhou rapidamente e hoje representa riscos à saúde humana, à agricultura e ao equilíbrio ambiental.

Considerado uma das espécies invasoras mais prejudiciais do mundo, o animal se prolifera com facilidade: cada indivíduo pode colocar centenas de ovos várias vezes ao ano, o que favorece infestações em curto período, principalmente em regiões de clima quente e úmido.

Além dos impactos ambientais — como a destruição de hortas, jardins e a competição com espécies nativas — o caramujo africano também preocupa pelas implicações na saúde pública. O molusco pode atuar como hospedeiro de parasitas responsáveis por doenças como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal.

A contaminação ocorre, principalmente, de forma indireta: ao ingerir alimentos mal higienizados que tiveram contato com o muco (gosma) do animal, onde podem estar presentes larvas de vermes. Por isso, especialistas reforçam a importância de lavar bem frutas, verduras e hortaliças antes do consumo.

Outro fator que contribui para a proliferação da praga é a ausência de predadores naturais e a capacidade do caramujo de se alimentar de praticamente qualquer matéria orgânica, incluindo restos de comida e lixo doméstico.

Como combater a infestação

O controle do caramujo africano pode ser feito pela própria população, desde que sejam adotadas medidas seguras. A principal orientação é realizar a coleta manual dos animais e dos ovos, sempre utilizando luvas ou sacos plásticos para evitar contato direto.

Após a coleta, os especialistas recomendam esmagar os caramujos, aplicar soluções como água com cloro ou cal, e realizar o descarte correto em sacos resistentes. O uso de venenos não é indicado devido ao risco de contaminação ambiental e à baixa eficácia no controle da espécie.

A limpeza de terrenos, eliminação de lixo e entulho, além da vedação de locais úmidos e sombreados, também são medidas essenciais para evitar a proliferação do animal.

Diante do avanço da praga, autoridades de saúde reforçam que o combate ao caramujo africano é uma responsabilidade coletiva. A conscientização da população e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para conter o avanço da espécie e reduzir os riscos à saúde.

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