
O Acre vem consolidando uma recuperação significativa nas coberturas vacinais após os impactos provocados pela pandemia de covid-19. A tendência de crescimento dos índices de imunização, especialmente da vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, representa um importante avanço para manter o estado livre da circulação do sarampo, doença que não registra casos autóctones no Acre desde o ano 2000.
Dados do Boletim Informativo de Coberturas Vacinais da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que a primeira dose da Tríplice Viral alcançou 95,3% de cobertura em 2025, atingindo a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Já a segunda dose chegou a 72,95%, apresentando crescimento expressivo em relação aos anos anteriores, embora ainda abaixo dos 95% recomendados para garantir proteção coletiva. A série histórica também evidencia uma recuperação gradual das coberturas vacinais de diversos imunizantes infantis desde 2024, após o período de maior queda registrado entre 2020 e 2023.

Para a coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Renata Quiles, o avanço das coberturas demonstra que as estratégias de vacinação têm produzido resultados, mas ainda exige o compromisso da população para manter o Acre protegido.
“No gráfico da série histórica é possível identificar uma tendência de aumento das coberturas vacinais, especialmente nos dois últimos anos. Contudo, ainda existem crianças desprotegidas, por não estarem na idade ideal para vacinação e grupos de pessoas imunossuprimidas que não podem receber a vacina por sua condição de saúde. Quanto mais pessoas estiverem imunizadas, maior e mais forte é a barreira de proteção contra a entrada da doença pelas fronteiras acreanas”, afirma.

Embora o Acre permaneça sem registro de circulação do vírus do sarampo há mais de duas décadas, a manutenção desse cenário depende diretamente da continuidade das altas coberturas vacinais. Por ser uma doença extremamente contagiosa, basta a introdução do vírus em comunidades com baixa imunização para que ocorram surtos.
O boletim também demonstra que o estado segue avançando na recuperação das coberturas vacinais de rotina, reflexo do trabalho integrado entre Estado e Municípios para ampliar o acesso da população às vacinas. Apesar da evolução, a Sesacre destaca que ainda há crianças e adolescentes com esquemas vacinais incompletos, tornando fundamental que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação atualizada.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível, que pode causar complicações graves, como pneumonia, encefalite e até óbito, principalmente em crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade. A vacinação continua sendo a forma mais eficaz e segura de prevenção.
A Sesacre orienta a população a procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e atualizar eventuais doses em atraso. A vacina Tríplice Viral integra o Calendário Nacional de Vacinação e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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