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Acusado pela morte do pecuarista João Goiano e foragido com 8 mandados é preso na Bolívia com droga e documento falso

Suspeito possuía oito mandados de prisão em aberto e é apontado como integrante de uma facção criminosa especializada no roubo de veículos para repasse em território boliviano.

17/09/2025 às 15h54
Por: Redação
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Reprodução/A Gazeta do Acre
Reprodução/A Gazeta do Acre

Weverton Santana da Silva, conhecido como “Calango Azul” e “Shangô”, foi preso na manhã desta terça-feira, 16, em Riberalta, na Bolívia. O suspeito possuía oito mandados de prisão em aberto e é apontado como integrante de uma facção criminosa especializada no roubo de veículos para repasse em território boliviano.

A captura ocorreu durante uma abordagem de autoridades bolivianas, quando ele foi flagrado portando drogas e utilizando documentação falsa. De acordo com investigações conduzidas pela Polícia Civil do Acre e de Rondônia, Weverton responde por crimes como homicídio e roubos de veículos na região de fronteira.

Somente na Comarca de Plácido de Castro, ele acumula seis mandados de prisão. Outros dois foram expedidos pelas comarcas de Acrelândia e Capixaba. Em Capixaba, as autoridades atribuem a ele participação em pelo menos 11 assaltos registrados nos últimos meses.

Entre os crimes que motivaram os pedidos de prisão está a execução do fazendeiro conhecido como João Goiano. Segundo o delegado Leandro Lucas, da Delegacia de Plácido de Castro, a documentação falsa apresentada por Weverton durante a prisão pertencia a uma vítima de roubo de quadriciclo ocorrido em maio, na zona rural do município.

A identificação do foragido só foi possível graças ao trabalho conjunto de policiais brasileiros e bolivianos. Agora, as autoridades negociam a extradição do preso. “Estamos em tratativas para que Weverton seja entregue à Justiça brasileira e responda pelos crimes cometidos no país”, informou o delegado Aldizio Neto, da Delegacia de Capixaba.

Com a prisão, a Polícia Civil reforça a importância da cooperação internacional no combate ao crime organizado na fronteira. Caso seja extraditado, o acusado deve ser encaminhado ao sistema prisional brasileiro, onde responderá por homicídio, roubos de veículos e uso de documentos falsos, crimes que podem gerar penas de 4 a 30 anos de reclusão.

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