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Conheça a trajetória da empresária, estudante de Medicina e candidata a Juíza de Paz, Joelma Cardoso

Natural do estado do Paraná, Joelma conta que desde os 6 anos de idade reside no Acre, junto de sua família.

01/10/2025 às 14h17 Atualizada em 01/10/2025 às 14h57
Por: Redação
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Joelma Cardoso, 46 anos, é casada, mãe, empresária e estudante de medicina - Foto: Arquivo.
Joelma Cardoso, 46 anos, é casada, mãe, empresária e estudante de medicina - Foto: Arquivo.

Conciliar o mundo dos negócios, a rotina intensa da faculdade de Medicina e, ao mesmo tempo, disputar uma função pública que exige ética e responsabilidade. Esse é o desafio que move a trajetória de Joelma Cardoso, de 46 anos, empresária reconhecida, estudante dedicada e agora candidata a Juíza de Paz, ela personifica o perfil de mulher moderna que concilia responsabilidades, paixões e compromissos sociais.

Natural do estado do Paraná, Joelma conta que desde os 6 anos de idade reside no Acre, junto de sua família. Ela é casada com o professor Ezequias Freita e mãe da Anna Paula Eller Freitas, de 19 anos. Formada em Pedagogia e Financias, por cerca de 10 anos atuou como Juíza de Paz voluntária na Comarca de Plácido de Castro, realizando casamentos. No setor empresarial, atua há anos com visão inovadora, apostando em estratégias de gestão que fortalece seu negócio local e gera oportunidades. Sua experiência como empreendedora reforçou não apenas a capacidade de liderança, mas também o compromisso com o desenvolvimento comunitário.

O sonho de vestir o jaleco

A Medicina surgiu como vocação e escolha de vida. Ainda no início da graduação, Joelma tem se destacado pela dedicação aos estudos e pela visão de que a saúde vai além do tratamento: é também acolhimento, escuta e prevenção. “A Medicina me ensina diariamente sobre empatia e responsabilidade com o próximo. É um chamado, uma missão de vida. É sobre dedicar-se e transformar realidades”, afirma.

Justiça e compromisso social

Sua candidatura ao cargo de Juíza de Paz nasce justamente dessa soma de experiências e humanização. Reconhecida pela postura ética e pelo senso de responsabilidade, Joelma acredita que a função é uma oportunidade de continuar a contribuir para a sociedade de forma justa e acessível.

A função, que vai muito além das cerimônias de casamento, exige postura ética, imparcialidade e capacidade de mediar conflitos. Joelma defende que o papel do juiz de paz deve ser mais próximo da comunidade, com foco no diálogo e no acesso democrático à Justiça.

Uma rotina de múltiplos papéis

Entre empreendimentos, estudos e compromissos políticos, Joelma enfrenta uma agenda que poderia parecer impossível. Ainda assim, ela afirma que cada área complementa a outra: “O empreendedorismo me ensinou liderança; a Medicina, humanidade; e a Justiça, equilíbrio. É essa soma que quero oferecer à sociedade”, declarou.  Seu exemplo inspira outras mulheres a acreditarem que é possível ocupar diferentes espaços sem abrir mão dos valores que as definem.

A trajetória de Joelma Cardoso reflete a força das mulheres que ocupam espaços diversos e desafiadores. Mais do que conquistas pessoais, sua caminhada é marcada por um propósito coletivo: inspirar, transformar e servir.

À medida que se prepara para a eleição como Juíza de Paz, mostra que sua história ainda está em construção — e promete novos capítulos de impacto e representatividade. Uma história em movimento que promete ganhar ainda mais capítulos de impacto nos próximos anos.

O que faz um Juiz de Paz?

O Juiz de Paz é uma autoridade civil que desempenha um papel importante na aproximação entre a Justiça e a comunidade. Embora seu cargo não seja o mesmo de um magistrado de carreira do Poder Judiciário, sua função tem grande relevância social, pois atua em questões cotidianas que impactam diretamente a vida das pessoas, de forma mais simples e acessível.

Origem e natureza do cargo

A figura do Juiz de Paz tem origem histórica ligada à ideia de garantir a convivência pacífica nas comunidades, especialmente em localidades distantes dos grandes centros urbanos. No Brasil, sua existência está prevista na Constituição Federal, no artigo 98, inciso II, que estabelece que os Juízes de Paz são escolhidos pelo voto direto da população, com mandato de quatro anos, sendo função gratuita, eletiva e temporária.

Ou seja, diferentemente dos juízes togados, que ingressam na magistratura por concurso público e seguem carreira no Judiciário, o Juiz de Paz é um representante da comunidade, eleito para exercer atribuições civis e conciliatórias.

Principais atribuições do Juiz de Paz

  1. Celebração de casamentos civis

    • Uma das funções mais conhecidas do Juiz de Paz é a de oficializar casamentos civis, tanto em cartórios como em cerimônias externas (salões, igrejas, residências, entre outros locais). Ele conduz o ato de acordo com a lei e registra formalmente a união do casal.

  2. Promoção da conciliação

    • O Juiz de Paz pode atuar como mediador em conflitos de menor complexidade, incentivando o diálogo e evitando que desentendimentos se transformem em processos judiciais mais longos e custosos.

  3. Atos cíveis previstos em lei

    • Em alguns estados e municípios, podem exercer funções administrativas determinadas pela legislação local, como registros, autenticações ou participação em atos comunitários relacionados à cidadania.

  4. Representação da Justiça nas comunidades

    • Especialmente em cidades pequenas ou áreas rurais, o Juiz de Paz se torna o contato mais próximo da população com a Justiça, contribuindo para a pacificação social e para a resolução de problemas de maneira mais humanizada.

Importância social do Juiz de Paz

O papel do Juiz de Paz vai além da formalidade de registrar casamentos ou atuar em conciliações. Ele simboliza a presença da Justiça no cotidiano da comunidade, fortalecendo a cidadania e promovendo o acesso de todos a direitos fundamentais.

Além disso, por ser um cargo eletivo, o Juiz de Paz é escolhido pela própria população, o que reforça o vínculo de confiança entre ele e a comunidade que representa.

Conclusão

O Juiz de Paz é, portanto, uma figura essencial para garantir que a Justiça esteja mais próxima das pessoas. Sua atuação contribui para a harmonia social, facilita o acesso a direitos básicos e mantém viva a ideia de que a solução de conflitos pode ser feita pelo diálogo e pela conciliação.

 

 

 

 

 

 

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