
A ponte que liga o município de Plácido de Castro à Vila Evo Morales, localizada do outro lado da fronteira boliviana, foi interditada para o tráfego de veículos pesados após apresentar problemas estruturais considerados preocupantes. A medida foi tomada nesta última quinta-feira (9), após uma vistoria identificar riscos à segurança de motoristas e pedestres.
A estrutura, construída há mais de uma década e meia sobre o Igarapé Rapirrã, é uma das principais ligações entre o Acre e a Bolívia, sendo utilizada diariamente por caminhões, motos e carros de passeio que transportam produtos, mercadorias e pessoas. Possíveis apodrecimentos nas bases de sustentação e desgaste em grandes partes das madeiras que compõem a estrutura acenderam o alerta para o risco de colapso.
A ponte ainda pode suportar o tráfego leve, mas o peso de caminhões ou ônibus pode representar um grande perigo neste momento. Pois, no ano de 2013, uma carreta carregada de brita caiu dentro do Igarapé quando a ponte desabou no momento da travessia. À época dos fatos, o motorista que estava saindo do Brasil para entregar o produto no lado boliviano teve apenas ferimentos leves. Semelhantemente, a ponte se encontrava bloqueada para veículos pesados.
Em 2013, uma carreta carregada com brita caiu dentro do Igarapé Rapirrã após a ponte colapsar - Foto: G1/Ac.
Com a recente interdição, apenas motocicletas, veículos leves, bicicletas e pedestres estão autorizados a cruzar a ponte até que novas avaliações sejam concluídas. Caminhões que transportam mercadorias entre Plácido de Castro e a Bolívia precisarão utilizar medidas alternativas, o que deve causar impactos econômicos temporários para comerciantes locais e produtores rurais da região de fronteira.
Nesta sexta-feira (10), prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva, esteve reunido com representantes bolivianos e já no final da tarde, vistoriou o local para avaliar a situação e elaborar um plano emergencial de recuperação.

A ponte, além de sua importância econômica, é símbolo da integração cultural e social entre brasileiros e bolivianos, que convivem diariamente nos mercados, escolas e eventos locais. Agora, ela se torna também um lembrete da necessidade de investimentos em infraestrutura e manutenção preventiva nas áreas de fronteira.
Há mais de duas décadas existe um acordo para a construção de uma ponte metálicas entre os dois países, mas até agora o projeto não saiu do papel.
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