
O Hospital Manoel Marinho Monte, administrado pelo Governo do Estado do Acre e principal unidade de saúde de Plácido de Castro, está enfrentando uma situação delicada e preocupante: o fornecimento de água mineral foi suspenso, e funcionários e pacientes estão sendo obrigados a consumir água de um poço existente no terreno da unidade. A medida emergencial tem causado apreensão entre os servidores e familiares de pacientes, que alertam para o risco de contaminação, uma vez que a poucos metros do hospital, situa-se o cemitério municipal São João Batista.
Segundo relatos, o problema teve início no final da semana passada, quando o fornecimento regular de garrafões de água mineral — usados para consumo de pacientes, acompanhantes e servidores — foi interrompido. Sem o abastecimento adequado, o hospital então passou a fazer uso da água de poço para suprir as necessidades diárias.
“Estamos sem água mineral há dias. O jeito foi recorrer à água do poço, mas ninguém sabe se ela é realmente potável. Estamos preocupados, porque isso coloca em risco tanto os pacientes quanto os profissionais”, relatou um usuário da unidade de saúde, que preferiu não se identificar.
O hospital é responsável por atender dezenas de pessoas todos os dias, incluindo moradores da zona rural e de municípios vizinhos. Diante do cenário, pacientes denunciam que o consumo de água sem tratamento adequado pode agravar a situação sanitária do local. “É impensável que em um hospital falte água tratada para beber. Isso não é apenas desconforto — é questão de saúde pública”, afirmou um paciente.
A reportagem confirmou a suspensão do fornecimento de água mineral, sem saber se a situação é temporária.
Enquanto a normalização não ocorre, servidores e pacientes seguem apreensivos com o uso da água do poço, que não possui laudo de potabilidade recente. O caso evidencia mais uma vez as dificuldades enfrentadas pelo sistema público de saúde, que sofre com falta de recursos, infraestrutura precária e atrasos em serviços essenciais.
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