
O ex-vereador destaca que os Artigos 50 e 51 do Decreto 5.503 trazem de volta a livre exportação da castanha e transformam Puerto Evo Morales em um polo tecnológico com imposto zero.
Plácido de Castro volta a enxergar dias de desenvolvimento após anos de estagnação econômica. Um novo decreto do governo boliviano, o Decreto Supremo nº 5503, especificamente em seus artigos 50 e 51, reacende a esperança de trabalhadores, comerciantes e empresários do município acreano que vivem da relação histórica com o país vizinho.
O decreto, assinado pelo presidente Rodrigo Paz, garante a livre exportação da castanha e de produtos bolivianos, além de zerar os impostos de importação para itens de tecnologia não fabricados na Bolívia. Para o ex-vereador Allison Ferreira, a medida é um divisor de águas. "Essa é a maior notícia econômica que nossa fronteira recebe nos últimos 15 anos. É o começo de uma nova fase para Plácido de Castro", afirma.
O Fim da Proibição da Castanha e o Retorno da Fartura
Durante quase uma década e meia, trabalhadores brasileiros foram prejudicados por leis bolivianas anteriores que proibiam a exportação da castanha bruta, forçando a venda por preços baixos dentro da Bolívia. Allison Ferreira relembra o impacto devastador dessa proibição na economia local.
"Antes da proibição, eu vi trabalhadores voltarem para Plácido com saldos de 50 mil a 150 mil reais por pessoa. Esse dinheiro circulava aqui, gerava emprego e aquecia o mercado. Com a nova política de livre exportação do presidente Rodrigo Paz, essa riqueza voltará a circular em nosso comércio, devolvendo a dignidade ao trabalhador e a fartura à nossa cidade", explica Allison.
Puerto Evo: A "Nova Paraguai" com Imposto Zero

Outro ponto histórico do Decreto 5503 é a isenção de 100% de impostos para produtos tecnológicos como computadores, celulares e eletrônicos de última geração. Na prática, a Bolívia pode se tornar um mercado ainda mais competitivo que o Paraguai.
Allison prevê que, em poucos meses, novas lojas abrirão em Puerto Evo Morales, atraindo turistas e revendedores de todo o Brasil. "Nossa fronteira vai voltar a ferver. Teremos hotéis cheios e restaurantes movimentados. Plácido de Castro será a porta de entrada para um novo polo de consumo internacional", destaca.
Articulação em La Paz: Zona Franca e Investimentos
A influência de Allison Ferreira além da fronteira é um dos motores dessa nova fase. Ele mantém diálogo constante com o politólogo Lizardo Melgar, liderança em La Paz e seu companheiro de faculdade, que está à frente das negociações para a abertura de uma nova Zona Franca em Puerto Evo Morales.
Além disso, o novo governo abriu as portas para que brasileiros possam adquirir terras e abrir negócios — como criação de gado e agricultura — com total segurança jurídica. "A Bolívia está aberta para o brasileiro empreendedor. Agora é possível investir e produzir com o apoio do governo boliviano", pontua Allison.
Um Histórico de Integração e Resultados

Não é a primeira vez que o ex vereador Allison Ferreira atua para transformar a realidade da fronteira. Ele foi o idealizador da vinda da Universidade de Medicina para Puerto Evo Morales, projeto que trouxe centenas de estudantes e movimentou o setor de aluguéis e serviços em Plácido de Castro.
Com trânsito livre e apoio dentro do governo boliviano, Allison se posiciona como o principal elo para garantir que os benefícios dessas novas leis cheguem efetivamente à população local.
"Minha missão sempre foi trazer progresso para nossa terra. Fizemos isso com a medicina e agora estamos abrindo as portas para uma revolução no comércio e na agricultura. Plácido de Castro nasceu da fronteira e, quando a fronteira cresce, nossa gente cresce junto. Dias melhores estão chegando", finalizou.
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