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Cerca de 50% de alunos de Medicina da UAP de Puerto Evo Morales, que estudam na fronteira de Plácido de Castro, migram para o Alto Acre

O Alto Acre, especialmente cidades como Brasiléia e Epitaciolândia, surge como novo destino desses estudantes.

13/01/2026 às 09h50 Atualizada em 15/01/2026 às 21h14
Por: Redação
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Foto: Reprodução/Google Imagens
Foto: Reprodução/Google Imagens

Um movimento silencioso, porém significativo, vem redesenhando o cenário acadêmico na região de fronteira. Cerca de 50% dos alunos de Medicina que atuavam e estudavam na Universidade Amazônica de Pando - UAP, situada em Puerto Evo Morales, na região de fronteira com Plácido de Castro, decidiram migrar para municípios do Alto Acre, em busca de melhores condições de formação, estrutura e oportunidades profissionais. 

A mudança chama atenção não apenas pelo número expressivo de estudantes envolvidos, mas também pelos impactos diretos na dinâmica econômica na região fronteiriça. Muitos desses acadêmicos, brasileiros e estrangeiros, viam na UPA de Puerto Evo Morales uma porta de entrada para a prática médica e o contato direto com a realidade do Sistema de Saúde em áreas de fronteira. No entanto, dificuldades estruturais, limitações acadêmicas e a busca por maior reconhecimento institucional têm pesado na decisão de mudança.

O Alto Acre, especialmente cidades como Brasiléia e Epitaciolândia, surge como novo destino desses estudantes, oferecendo maior integração com a instituição de ensino localizada em Cobija, que é uma unidade mais estruturada e oferece possibilidade reais de continuidade na carreira médica. Além disso, a proximidade com centros de referência e a facilidade de regularização acadêmica e profissional contribuem para essa migração.

Especialistas apontam que o fenômeno acende um alerta para a necessidade de fortalecer políticas educacionais e econômicas na faixa de fronteira, evitando a evasão de estudantes e garantindo que essas regiões não percam profissionais em formação, fundamentais para suprir a carência histórica de médicos.

Enquanto isso, o fluxo crescente para o Alto Acre reforça o papel estratégico da região como polo de formação e absorção de futuros profissionais da saúde, ao mesmo tempo em que evidencia os desafios enfrentados por iniciativas educacionais em áreas fronteiriças.

A migração dos acadêmicos não representa apenas uma mudança geográfica, mas um reflexo das desigualdades estruturais e da busca por melhores perspectivas. Um cenário que merece atenção das autoridades, instituições de ensino e gestores de saúde, para que a fronteira deixe de ser apenas um ponto de passagem e se torne, de fato, um espaço de permanência e desenvolvimento.

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