
Uma fotografia rara, que voltou a circular recentemente em acervos históricos e redes sociais, resgata um capítulo importante da memória política e social de Plácido de Castro. A imagem mostra o então governador do Acre, Edmundo Pinto, durante a inauguração do hoje extinto Parque Ecológico do município, acompanhado por integrantes da Guarda Mirim (GM), projeto que marcou gerações de jovens placidianos no começo da década de 90.
O registro fotográfico remete a um período em que o Parque Ecológico simbolizava não apenas um espaço de lazer e preservação ambiental, mas também um ponto de encontro da comunidade e de afirmação de políticas públicas voltadas ao meio ambiente e à juventude. A presença da Guarda Mirim ao lado do governador reforça o papel social que o projeto exercia à época, promovendo disciplina, cidadania e oportunidades para crianças e adolescentes do município.
Edmundo Pinto, figura marcante da política acreana, aparece na imagem em um momento de proximidade com a população, característica que marcou sua trajetória pública. A inauguração do parque representava, naquele contexto, um investimento simbólico no futuro de Plácido de Castro, alinhando desenvolvimento urbano, consciência ambiental e inclusão social — valores que eram amplamente defendidos em seu governo.
Para moradores mais antigos, a fotografia desperta lembranças de um tempo em que o Parque Ecológico era referência e orgulho local. Já para as novas gerações, o registro funciona como documento histórico, ajudando a compreender a evolução do município e a importância de iniciativas que, embora hoje extintas, deixaram marcas profundas na identidade da cidade.
Historiadores e professores locais destacam a relevância de preservar imagens como essa, que ajudam a contar a história política, social e cultural da cidade. Mais do que um simples retrato, a foto do ex-governador Edmundo Pinto ao lado da Guarda Mirim durante a inauguração do Parque Ecológico é um testemunho de um período significativo da vida pública de Plácido de Castro e um convite à reflexão sobre a valorização da memória e do patrimônio histórico municipal.
Caso Edmundo Pinto: como aconteceu a morte do ex-governador do Acre
O advogado e político Edmundo Pinto de Almeida Neto nasceu em 21 de junho de 1953, em Rio Branco (AC). Ele foi eleito governador do Acre em 1990, assumindo o cargo em 15 de março de 1991, após uma disputa eleitoral acirrada — vencendo o então candidato Jorge Viana.
O assassinato
Na madrugada de 17 de maio de 1992, Edmundo Pinto foi morto a tiros em São Paulo, no Hotel Della Volpe Garden, localizado na Rua Frei Caneca, no centro da capital paulista. Ele estava hospedado no apartamento desde 14 de maio daquele ano.
Segundo a investigação policial da época, três homens armados invadiram o quarto e dispararam contra o governador, que foi baleado, tendo morte praticamente imediata. Os criminosos ainda roubaram uma quantia em cruzeiros que estava no local e também dólares de outro hóspede.
A polícia paulista classificou o caso oficialmente como latrocínio — ou seja, roubo seguido de morte — e autorizou a prisão dos três suspeitos, que posteriormente morreram enquanto cumpriam pena, sem revelar mandantes ou circunstâncias mais amplas do crime.
Polêmicas e dúvidas
Desde então, a morte de Edmundo Pinto segue envolta em controvérsias. A versão oficial de latrocínio é contestada por familiares, algumas lideranças políticas e jornalistas que levantam a hipótese de “queima de arquivo” ou crime encomendado. Argumenta-se que ele estava prestes a prestar depoimento em uma CPI que investigava obras públicas e possíveis irregularidades, fato que teria motivado uma execução planejada.
Nos últimos anos, a falta de documentos e arquivos oficiais do processo investigativo também tem sido motivo de crítica e de pedidos de reabertura para esclarecimentos mais profundos sobre o ocorrido.
Legado
O ex-governador Edmundo Pinto tinha apenas 38 anos quando morreu, deixando esposa e três filhos. Sua trajetória política é lembrada até hoje em cerimônias públicas e homenagens, com destaque para sua atuação política dentro do estado e o impacto da sua morte prematura na política acreana.
Mín. 23° Máx. 35°