
A ponte sobre o Igarapé Rapirrã, localizada na fronteira entre Plácido de Castro e a Vila Evo Morales (Brasil x Bolívia), tem gerado preocupação entre moradores, trabalhadores e estudantes que utilizam diariamente a travessia. O local apresenta sinais evidentes de desgaste estrutural, com erosão na cabeceira, assoalho deteriorado e indícios de comprometimento da estabilidade, o que levanta alertas quanto ao risco de desmoronamento.

O processo erosivo ocorre principalmente no lado boliviano da ponte, onde o solo vem cedendo gradativamente em decorrência da ação das chuvas e do fluxo constante de pessoas e veículos. A situação expõe a base da estrutura, aumentando a vulnerabilidade do acesso e agravando a insegurança para quem precisa atravessar o trecho, especialmente em horários de grande movimento.

A região do lado boliviano é bastante frequentada por turistas brasileiros que realizam compras em lojas locais, além de trabalhadores que atuam em estabelecimentos comerciais e clínicas instaladas na vila fronteiriça. O fluxo intenso também inclui estudantes que diariamente atravessam a ponte para cursar medicina na Universidade Amazônica de Pando - UAP, reforçando a importância estratégica da estrutura para a integração entre as duas localidades.

Diante desse cenário, a deterioração do assoalho, somada à erosão na cabeceira, aumenta o temor de acidentes e interrupção do tráfego na área de fronteira. Moradores e usuários cobram providências urgentes das autoridades competentes dos dois países para avaliação técnica e execução de obras de recuperação, a fim de garantir a segurança da população e a continuidade do fluxo econômico e educacional entre Plácido de Castro e a Vila Evo Morales.

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