Segunda, 15 de Junho de 2026
23°C 35°C
Plácido de Castro, AC
Publicidade

Escola do Produtor é oficializada e reforça compromisso com o fortalecimento do setor rural em Plácido de Castro

Promulgação da Lei Municipal nº 1008/2026 consolida a criação da Escola do Produtor Antônia Adelaide da Rocha Neri, iniciativa voltada à capacitação, inovação e desenvolvimento da agricultura familiar

09/06/2026 às 08h37 Atualizada em 09/06/2026 às 08h48
Por: Redação Fonte: Assessoria/PMPC
Compartilhe:
Prefeitura de Plácido de Castro oficializa a criação da Escola do Produtor Antônia Adelaide da Rocha Neri, iniciativa que fortalecerá a capacitação técnica, a inovação e o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no município - Foto: Arquivo.
Prefeitura de Plácido de Castro oficializa a criação da Escola do Produtor Antônia Adelaide da Rocha Neri, iniciativa que fortalecerá a capacitação técnica, a inovação e o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no município - Foto: Arquivo.

A Prefeitura de Plácido de Castro oficializou a criação da Escola do Produtor Antônia Adelaide da Rocha Neri por meio da Promulgação nº 007/2026, assinada pelo prefeito Camilo da Silva. A medida consolida a vigência da Lei Municipal nº 1008/2026, aprovada pela Câmara Municipal, representando um importante avanço para o fortalecimento do setor produtivo rural e para a valorização dos trabalhadores do campo.

A nova instituição será vinculada à administração pública municipal e terá como finalidade promover ações educacionais, técnicas, científicas e profissionalizantes destinadas aos produtores rurais, jovens, empreendedores e demais agentes ligados à cadeia produtiva local. A proposta contempla cursos, oficinas, treinamentos, palestras e atividades voltadas à modernização da produção, à inovação tecnológica, à sustentabilidade e à gestão rural.

Com a implantação da Escola do Produtor, o município passa a contar com um instrumento estratégico para ampliar a qualificação da mão de obra rural, incentivar o empreendedorismo no campo e fortalecer a agricultura familiar, segmento que desempenha papel fundamental na geração de emprego, renda e segurança alimentar na região.

A legislação também prevê a celebração de parcerias com universidades, instituições de ensino, órgãos públicos, cooperativas, associações e entidades privadas, ampliando o acesso dos produtores ao conhecimento técnico e às novas tecnologias aplicadas ao agronegócio. A iniciativa reforça a política municipal de incentivo ao desenvolvimento econômico sustentável e à valorização das potencialidades do meio rural.

A homenagem à professora Antônia Adelaide da Rocha Neri eterniza a contribuição de uma personalidade ligada ao desenvolvimento do campo no município, conferindo à nova escola um legado de trabalho, dedicação e incentivo à produção rural.

Quem foi Adelaide Neri

Antônia Adelaide da Rocha Néri nasceu em Tarauacá (AC) no dia 16 de dezembro de 1940, filha de Vicente Crescêncio da Rocha e de Rosa Machado da Rocha.

Professora do ensino de primeiro grau em sua cidade natal, supervisora do projeto Minerva, coordenadora estadual do projeto Lagos II e participante de vários simpósios e encontros sobre educação em níveis nacional e regional, em 1983 assumiu a diretoria do Departamento de Ensino Supletivo da Secretaria de Educação e Cultura do Acre, cargo que exerceria até 1990. Formou-se em letras pela Universidade Federal do Acre em 1984.

No pleito de outubro de 1990, foi eleita deputada federal pelo Acre na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Empossada em fevereiro de 1991, tornou-se membro titular da Comissão de Educação, Cultura e Desporto e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Durante o ano de 1991, aumentaram as denúncias veiculadas na imprensa de irregularidades no governo do presidente Fernando Collor (1990-1992). A situação atingiu o clímax em maio de 1992 com a publicação, pela revista Veja, de uma entrevista de Pedro Collor, irmão do presidente, na qual fazia graves acusações ao governo. Em conseqüência, o Congresso Nacional instalou uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no mês seguinte, cujas conclusões levaram ao envolvimento do presidente e ao pedido deimpeachment. Na sessão de 29 de setembro de 1992, com voto favorável da deputada Adelaide Néri, foi aprovado o afastamento de Fernando Collor da presidência da República e o processo foi encaminhado para julgamento do Senado.

No início do mês seguinte, Collor deixou o governo, sendo substituído em caráter interino pelo vice Itamar Franco. No dia 29 de dezembro, pouco antes da votação no Senado, o presidente afastado apresentou sua renúncia, que não foi aceita pela mesa dessa casa do Congresso. Pouco depois, o plenário da Câmara Alta aprovou o impeachment do presidente, que, portanto, teve os seus direitos políticos suspensos por oito anos. Com esse resultado, Itamar foi efetivado na chefia do Executivo federal.

Nas principais votações ocorridas na Câmara ao longo dessa legislatura, Adelaide pronunciou-se a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que ficou conhecido como imposto do cheque, e do Fundo Social de Emergência (FSE), mas votou contra o fim do voto obrigatório.

No pleito de outubro de 1994, candidatou-se à reeleição, mas conseguiu apenas a terceira suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerrou a legislatura.

Em maio de 1997, Adelaide retornou à Câmara dos Deputados na vaga aberta com a saída do deputado Chicão Brígido, então vice-prefeito de Rio Branco, para ocupar uma secretaria municipal na capital acreana. Nesse período, enquanto o titular já havia sido denunciado por ter recebido vantagens financeiras para votar a favor do projeto de emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo concorrerem à reeleição, Adelaide ainda o acusara de lhe haver alugado o mandato, pelo qual ela pagaria um percentual do seu salário de deputada. Mas Chicão Brígido acabou se livrando dessas acusações na Câmara dos Deputados. Adelaide Néri exerceu o mandato até agosto seguinte, quando o titular reassumiu. Ela não concorreu no pleito de outubro de 1998.

Em 2003, Adelaide Néri foi nomeada provedora da Santa Casa de Misericórdia do Acre, em meio a uma grave crise administrativa e financeira da entidade. Renunciou no mesmo ano, sendo substituída por José Alekssandro

Casou-se com Raimundo Nonato de Paiva Néri, com quem teve seis filhos.

Faleceu no dia 24 de maio de 2018, aos 77 anos, em Rio Branco, Acre.

 

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Plácido de Castro, AC
23°
Tempo nublado

Mín. 23° Máx. 35°

24° Sensação
0.69km/h Vento
87% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h43 Nascer do sol
07h14 Pôr do sol
Ter 35° 22°
Qua 35° 21°
Qui 33° 21°
Sex 33° 22°
Sáb 33° 22°
Atualizado às 05h12
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,06 +0,06%
Euro
R$ 5,85 +0,08%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 355,511,68 +4,33%
Ibovespa
171,132,66 pts -0.21%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias